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Conheça a história por trás do nome das patentes do Warface

22/08/2017 - Blog

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Depois de encarar missões extenuantes ao longo dos anos em diversos jogos FPS, você já deve estar bem ciente de como funciona a divisão hierárquica em organizações militares. Tem Tenentes pra cá, Soldados Rasos pra lá e, é claro, um Coronel (normalmente com uma coleção de medalhas) enviando ordens e botando ordem na casa. Só que em Warface, você encontra muito além do que é oferecido em outros jogos de tiro.

Aqui, algumas das Patentes conquistas ao se alcançar um nível exemplar são inspiradas diretamente de grandes lendas, ou ainda em grupos reais que até hoje são fonte de orgulho para seus respectivos países. Com isso, além de partir para o combate podendo exibir suas conquistas, você ainda pode dizer ao seu atual (ou antigo) professor do Ensino Médio que por onde quer que vá, você sempre leva uma parcela da história no peito.

E caso você esteja entrando agora no universo dos jogos gratuitos online de tiro e não faz ideia do que estou falando sobre Patentes, ou não é chegado em pesquisas em histórias, sem problema. Logo abaixo, você encontrará justamente os detalhes a respeito das Patentes mais cobiçadas no quartel de Warface.

 

Divindades na área

Seja por ter assistido ao seriado do Hércules – ou até mesmo da Shena –, ter jogado God of War ou Smite, ou ainda conhecer o básico da história do Thor (da Marvel ou não), com certeza você já deve ter ouvido os nomes dessas Patentes.

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Vamos começar por Ares e Athena, as duas divindades que representavam a Guerra no panteão Grego. De um lado, o grandalhão nervoso, costumeiramente representado com um capacete decorado com uma voluptuosa crista vermelha. Ele era um verdadeiro mestre com qualquer tipo de arma corpo a corpo, particularmente uma afiada lança, e foi fruto do relacionamento entre Zeus e Hera, os pais de quase todos os deuses.

Enquanto isso, nossa bela representante feminina dos combates, associada com um temperamento mais cauteloso, nasceu de uma maneira não tão tradicional. Após uma bela noite com a deusa Metis, representante da sabedoria, Zeus devorou-a, temendo que ela pudesse gerar uma prole forte o suficiente para roubar o trono do Olimpo. O problema é que depois disso, ele começou a sentir fortes dores de cabeça. E quanto sua testa se abriu, Athena surgiu, já completamente adulta, com uma lança na mão e bradando hinos de guerra.

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Já dentre os integrantes do clã dos Aesir, adorados na mitologia nórdica, Odin é o manda-chuva. Mesmo tendo uma lista considerável de tarefas (ele é considerado o deus da Guerra, Sabedoria, Poesia, Profecia, Vitória, Caça e também da Magia), Odin ainda conseguia tirar um tempo para enfrentar os Gigantes de Gelo de Jotunheim, disfarçar-se de humano para ficar de olhos em Midgard, banquetear-se ao lado de grandes heróis nos salões de Valhalla e ainda lançar umas maldições em quem discordava de suas ordens.

Sem contar, ainda, que temos a presença de Morrigan, uma divindade cheia de rancor – costumeiramente associada à Guerra, Morte e Vingança. Além de Mantus, representante dos mortos-vivos na cultura etrusca. Seguido deles, também há Indra, adorado pelos hindus como o deus das tempestades, e até Ashur, que anos mais tarde, de certa forma, subiu de patente ao se tornar o símbolo nacional da Assíria.

Me diz se ser uma divindade entre meros mortais não faz uma grande diferença?

 

Ka mate! Ka mate!

A região da Oceania, além de ser mundialmente conhecida por seus animais de tamanho fora do comum, é lar de uma das mais intimidantes forças guerreiras já vistas: os Maoris. Originária da Polinésia, essa tribo viajou vários quilômetros até chegar na Nova Zelândia. E desde que pisaram nesse arquipélago, eles levaram terror ao coração de cada adversário que cruzou seu caminho, tanto por suas táticas muitas vezes brutais, quanto pela icônica dança de guerra chamada de Haka.

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Por meio dessa apresentação, que conta com caretas, tapas no corpo e fortes pisadas no chão, os integrantes da tribo Maori mostravam que eram vigorosos, orgulhosos e possuíam força superior à de seus oponentes. Nas letras dos cantos que acompanham toda a dança, os maoris costumeiramente falam sobre a vida e a morte, além de citar os feitos alcançados por seus ancestrais.

Outro detalhe que diferencia bastante a cultura maori é sua fascinação por tatuagens, mais especificamente as aplicadas no rosto. Enquanto que em boa parte do mundo isso seja visto como esquisitice, esses guerreiros tatuavam a face para simbolizar sua ascensão na nobreza. Ou seja, quanto mais coberto fosse o rosto de um maori, maior seria sua posição dentro do clã. E tamanhos eram os detalhes criados pelos artistas maori, que em determinado momento histórico os colonizadores europeus começaram a contrabandear a cabeça desses guerreiros, guardando-as como se fossem obras de arte dignas do Museu do Louvre.

Nos dias de hoje, muitas das tradições iniciadas séculos atrás ainda são mantidas, incluindo as tatuagens, que passaram a simbolizar a ancestralidade de cada família. Já a dança Haka foi abraçada como forma de cerimônia e celebrações específicas. Muitos pontos turísticos a utilizam para recepcionar os visitantes. Isso, claro, não significa que ela tenha perdido sua ideia original. A única diferença é que os campos de batalha foram substituídos pelos campos esportivos. O time de rugby dos All Blacks ainda realiza o Haka antes de cada partida, desafiando os oponentes de maneira respeitosa e intimidadora.

Só que se você acha que os Maoris são entendidos apenas na arte do combate, sinto informar que esse pensamento está errado. Juntamente com as tatuagens, os Maoris também são versáteis em tecelagem (raranga), utilizando comumente o linho neozelandês como matéria-prima, e ainda o entalhe (whakairo), cujas peças são sempre ricas em simbolismos e costumam ter histórias únicas em suas origens. É isso aí – mente e corpo afiados e trabalhando em conjunto!

 

Cavalo dado não se olha os dentes

Tendo origem na Sérvia e na Croácia e inspirados diretamente pelas táticas militares dos turcos, os cavaleiros Hussardos foram o foco de muitas conversas durante a guerra contra a Hungria e o Império Otomano. Utilizando de táticas de guerrilha impressionantes, esses guerreiros não se deixavam intimidar por armaduras pesadas, fortalezas gigantescas ou mesmo pela quantidade de inimigos à sua frente.

Ainda que comissionados inicialmente como batedores e patrulheiros da fronteira, os integrantes dessa cavalaria provaram que mesmo ao receber ordens mais simples, uma guerra deve ser travada por todos os regimentos em igualdade. Depois de algum tempo, era comum ver a cavalaria hussar surgir para auxiliar, mesmo sem que qualquer mensagem de ajuda houvesse sido enviada. Com essa atitude, eles foram ascendendo na hierarquia, ganhando destaque em operações, algumas delas secretas (como foi o caso do Saque de Berlim, em que a tropa hussar cumpriu a tarefa sem qualquer baixa), e ainda servindo de inspiração para a evolução tática de muitos inimigos da Hungria.

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A ferocidade e popularidade dos hussardos alcançaram níveis tão altos que alguns regimentos passaram a ser procurados para atuar como mercenários, passando a lutar contra seus compatriotas. Dessa forma, países como Polônia e Áustria foram capazes de dar origem às suas próprias cavalarias mortíferas, claro que adaptando o estilo de combate às suas táticas tradicionais.

Obviamente que com o passar dos séculos, espadas e arcos se tornaram cada vez mais primitivos nos combates. Com isso, a cavalaria hussar teve que ser adaptada. Unidades passaram a utilizar carabinas e pistolas e, posteriormente, os cavalos foram substituídos por veículos blindados. Só que mesmo com as mudanças, o nome da infantaria foi mantido no exército atual de alguns países, incluindo o Brasil, com seu Batalhão de Blindados de Fuzileiros Navais. Uma merecida homenagem ao grupo que tanto revolucionou as táticas de combate do mundo.

 


 

E aí, de todas as Patentes disponíveis em Warface, qual é a sua favorita? Pode ser aquela que tem o design mais legal, ou mesmo a que possui um detalhe que cativa seu lado histórico. O importante é usar com orgulho o nome do seu regimento em cada combate.

 

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